Mas afinal de contas o que é isto de sistema desportivo? Um sistema desportivo é um conjunto de meios e processos que estão direccionado para um determinado fim que neste caso a finalidade é desportiva. Para podermos desmontar um sistema devemos avaliar a eficácia dos processos, ou seja, se esse sistema está ser rentável ou não.
Ao falarmos de sistema desportivo temos de falar de quatro sub-sistemas sendo eles, as Federações Desportivas, o Comité Olímpico de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal e as Associações de Treinadores. Cada um destes sub-sistemas recebe anualmente um orçamento providenciado pelo Estado anualmente.
De um estudo feito entre 1996-2003, ou seja, 7 anos, foi analisada uma relação entre o desenvolvimento do número de praticantes e o aumento do financiamento público as federações desportivas, permitindo concluir-se que o não existe aumento do financiamento público, havendo sim uma estabilização, que não acompanha o aumento do número de praticantes.
Através da análise de um exemplo real passado em 2005, relativo à Federação Portuguesa de Andebol, podemos observar que houve um aumento do montante de financiamento público existindo uma correlação com o aumento do número de praticantes, existindo uma falta de acompanhamento relativamente ao número de treinadores, juizes, arbitros e clubes.
E afinal de contas quem é que são os nossos treinadores portugueses? São pessoas, que na maioria dos casos, rotulam a profissão de treinador como algo secundário, por uma questão de prioridades ou da escassez dos rendimentos oferecidos. A maioria dos treinadores encontra-se na casa entre os 20 e os 30 anos de idade.
Perante um estudo relativo ao desporto escolar temos os seguintes dados comparativos:
-de acordo com o financiamento às federações em 36.506.577 euros, o valor nominal por praticante passaria a ser de 215 euros/atleta; (O total de praticantes federados registados em 23 federações, até ao escalão de juniores rondava os 185.586 praticantes, em 2003;)
-O desporto escolar proporciona a actividade a 120 mil praticantes com pouco mais de 3 milhões €, resultando num índice de 25.3 €/praticante/ano
Ou seja, torna-se muito mais rentável o desporto escolar relativamente ao desporto federado. No entanto, existe uma diferença significativa no número de praticantes de cerca de 60000 praticantes. Quanto ao valor nominal por praticante as diferenças são ainda mais significativas uma vez que existe uma diferença de 190€ por atleta.
Mas para percebermos o Desporto Escolar devemos analisar as suas vantagens e as suas desvantagens:
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Densidade de competição externa
Formação contínua dos treinadores
Limitações ao planeamento plurianual
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Estrutura logístico-administrativa dos núcleos
Capacidade de corresponder aos interesses dos jovens
Acesso a uma razoável rede de equipamentos desportivos
Protecção aos direitos dos jovens, em particular, na mobilidade
RELATÓRIO DE CONTAS: DAS FEDERAÇÕES AOS CLUBES
-Apoio a FPB rondou os 2400000 euros
-por ano é gasto em Coimbra 59000 euros desse orçamento
-Um clube de formação desportiva não funciona com menos de 35000 euros
FINANCIAMENTO DO PODER LOCAL E AS FINANÇAS DO PODER LOCAL
De acordo com um estudo, existem critérios de apoio ao desporto federado, as diferentes modalidades, sejam elas coletivas ou individuais, direcionadas ao género masculino ou ao género feminino., assim como o nível competitivo em que se encontram inseridos.
Uma Câmara Municipal abarca vários cargos de apoio aos clubes como um subsídio, contratos-programa, apoios ao associativismo, ou seja, despesas que rondam os 450000 euros.
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