terça-feira, 29 de abril de 2014

INDICADORES MATURACIONAIS ESQUELÉTICOS (INCOMPLETO)

Para iniciar este tema devem ser lançadas as primeiras questões introdutórias: que conceitos? como avaliar? onde aplicar?
Este estudo utiliza os conceitos do tecido ósseo e da mão e punho. Cada um deles com aspetos bastante positivos. O método do tecido ósseo é indicado uma vez que todas as crianças começam com a cartilagem esqueleto, todos atingem um desenvolvimento completo do esqueleto e estende-se a todo o periodo de crescimento. Quanto à mão e punho, é indicado uma vez que partilha um maior volume de informação, é de manipulação e estandardização mais facilitada e existe uma menor exposição as radiações por partes mais vitais.

DETERMINAÇÃO DA IDADE ESQUELÉTICA A PARTIR DO RAIO-X MÃO E PULSO

Qual a constituição do pulso e da mão?

-2 ossos do pulso : ulna e rádio
-8 carpos: trapézio, trapezoide, capitato, hamato, piramidal, pisiforme, lunato e escafoide.
-5 metacarpos
-5 próximais falanges
-4 mediais falanges
-5 distais falanges

Porquê a maturação esquelética?

- a estrutura esquelética progride para todos os individuos da cartilagem para o osso
-o esqueleto é um indicador de maturidade porque a sua maturação estende-se a todo o periodo de crescimento
-a area da mão e punho é equivalente ao todo do esqueleto

O que são os ossos longos?

Os ossos longos são constituidos por uma diáfise e uma epifise que são separados por uma placa de crescimento (cartilagem que não aparece no raio-x). Esta placa pode ser maior ou menor mediante os ossos que a constituem, ou seja, é menor se estiver entre os metacarpos e as falanges e maior se estiver entre o rádio e a ulna. Elas crescem em comprimento através da proliferação (aumento do número de células por divisão) das celulas de cartilagem das placas de crescimento.

Ao longo do crescimento do individuo, no osso curto dá-se um grande aumento do osso esponjoso e um pequeno aumento, comparativamente ao osso esponjoso, do osso compacto, sendo que a cartilagem vai diminuindo. Relativamente ao osso longo, a cartilagem passa de predominantemente visível a não visivel, enquanto que o osso esponjoso passa de predominatemente não visivel a visivel, e o osso compato mantém-se mais ou menos estável.

Quais são os indicadores maturacionais?

-Aparecimento inicial dos centros ósseos no raio-X, que indica o inicio da substituição de cartilagem por tecido ósseo especifico do osso envolvido. Primeiro dá-se o desenvolvimento antes do nascimento dos centros de ossificação (ossos redondos). Segundo dá-se os centros de ossificação formando as epifises.

-Caracterização de cada um dos ossos através de uma diferenciação gradual de forma que se torna semelhante aquela que terá em adulto

-União ou fusão das epifises com as respetivas diáfises no metacarpos, falanges, rádio e ulna.


AVALIAÇÃO DE UM OSSO LONGO


Para introdução:

Centros de ossificação partem da descrição da ossificação endocondral (quando as células mesodérmicas se trasnformam em células de produção de cartilagem) em ossos longos. Os ossos longos antes de serem ossos e de serem maiores, são representados por um modelo cartilaginoso. Nesse modelo o primeiro centro de ossificação surge na diáfise (corpo do osso). Esse centro de ossificação é chamado de primário. Os outros dois centros surgem nas epífises (extremidades) geralmente não simultaneamente e são chamados de centros secundários. A maioria desses centros surge ainda no período fetal
ex: rádio ( largura relação rádio e metafise)

1º RÁCIO ENTRE A LARGURA DA EPIFISE E A LARGURA DA METÁFISE:
Se houver uma fusão completa entre a epifise e a diafise não é possível fazer a medição devido a uma acentuada sobreposição. Sabe-se também que a largura máxima da metáfise é medida perpendicularmente ao eixo longitudinal do raio assim como que a largura epifisária é medida como a distância máxima através da epífise num plano paralelo ao daquele em que a largura metafisária foi medida

2ºPLACA TERMINAL DA EPIFISE????

3ºLINHA RADIOPACA????


4ºPROCESSO ESTILOIDE DA EPIFISE

grau 1: é atribuído quando não há projeção distal da parte lateral da margem distal da epífise
grau 2: é atribuído quando há projeção distal da parte lateral da margem distal da epífise

sexta-feira, 25 de abril de 2014

AUMENTAR A INTELIGÊNCIA - 'AULA DADA, AULA ESTUDADA, HOJE'


Professor Pier, é um Professor Italiano que partilha o seu conhecimento pelo Mundo inteiro, acerca da inteligencia e da eficiência no estudo.
Durante a visualização deste vídeo decidi tirar alguns apontamentos que considerei importantes, sendo eles os seguintes:

O ser humano nao fala porque pensa, pensa porque fala.
bom aluno ou bom estudante?
estudar é solitário e ativo

-estudar é escrever
-ler não é estudar


escada da inteligencia
famoso teste do QI

nao esperem mudanças de cima para baixo, esperem de baixo para cima

INEI
organização cooperativa mundial para desenvolvimento economico

1ºlugar:
finlandia : melhor sistema educacional do mundo
nao existe desigualdade social

em casa o meu nome passa de ... para já que, porque estou sempre a ouvir já que estas em casa

'o problema nao sao as aulas, sao o periodo pós as aulas'
'se o jogo nao estiver a correr certo, nao mude os jogadores mude as regras'
'os alunos sao se sabem comportar-falta de disciplina'
'criar o prazer em ler e não o odio em ler, quando a pessoa quer ler mais e mais'

Médico:dr.miguel micoleri? walker again

estudar para a prova vs estudar para aprender

estudar em cima da hora estimula o sistema limbico, logo o esquecimento.

'aula dada, aula estudada, hoje'

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ABANDONO DESPORTIVO

Ao fazer-se um estudo sobre o abandono desportivo deve-se ter em conta no mesmo o número de praticantes, a qualidade dos programas desportivos e os benefícios para a prática desportiva, sendo estes fatores de elevada importância na hora do sim ou não ao abandono. Para evitar o abandono desportivo devem ser definidas estratégias como a captação de novos praticantes, a fidelização dos praticantes já existentes, o aumento da satisfação dos jovens, a melhoria da atuação dos promotores de programas desportivos e a avaliação dos efeitos da prática desportiva.
Segundo um estudo realizado pela FCDEF, com uma amostra entre os 15.5 e os 18.5 anos, 1/3 dos alunos abandonou a prática desportiva organizada.
Quanto aos tipos de abandono desportivo conhecemos três, o voluntário, o de atrito e o relutante. O voluntário parte do desenvolvimento de outros interesses como por exemplo começar a gostar de outras atividades ou começar a dar demasiada importância a namoros colocando de parte o desporto, o de atrito parte do descontentamento como por exemplo o descontentamento com a classificação, material, treinadores, e o relutante parte da interrupção devido a fatores não controlados como uma lesão, mudança de cidade, inexistência de  treinador.
Segundo o estudo, os abandonos voluntários englobam, tudo o que envolva outros interesses, os abandonos de atrito englobam os treinadores, os regulamentos, o stress competitivo, o conflito e as expetativas de auto-eficácia. Finalmente e por ultimo, o abandono relutante que abarca fatores como as lesões, o tempo, o dinheiro e os amigos.
Mas, existem mais dois tipos de abandono desportivo, o verdadeiro e o de transferência. No verdadeiro, o atleta abandona a pratica desportiva, no de transferência opta por outra modalidade.

ESTADOS DE ABANDONO DESPORTIVO

É importante salientar que os ex-atletas embora tenham abandonado a prática se encontram mais motivados em relação à prática desportiva. Os atletas são considerados a abandonar a pratica desportiva por diversas razões, por exemplo, o treinador nunca apostar nele, o treinador ser injusto, o próprio atleta não ser tão bom como gostaria e os estudos consumirem muito tempo. Tudo isto anda em torno da avaliação e da auto-avaliação para com as capacidades do atleta e em torno da gestão do seu tempo. Ou seja, a liderança do programa de treino (métodos de treino), a desadequação das capacidades individuais avaliativas e auto-avaliativas ( o treinador não dava oportunidade para jogar/ o seu trabalho não era reconhecido) à modalidade e a organização do quotidiano (tempo disponível e gasto) são as principais razões ponderadas pelos atletas sobre a continuidade na modalidade.
Curiosamente nos Açores consideram como razão do abandono desportivo o fato de as vitória serem consideradas demasiado importantes

RAZÕES PARA O ABANDONO - PERCEÇÃO DE PAIS E TREINADORES

De acordo com as respostas nos estudos, pode-se concluir que os atletas atribuem a culpa ao treinador, o treinador atribui a culpa ao atleta não questionando a sua actuação e os pais atribuem a culpa a desvios, ou seja, a outros interesses, outros caminhos.

ESTILO DE VIDA APÓS O ABANDONO DA PRÁTICA DESPORTIVA

Nas atividades praticadas dentro de casa os atletas, ex-atletas e aqueles que nunca praticaram tendem a ter uma vida comum aos adolescentes, quer do sexo feminino quer do sexo masculino, dos dias de hoje, que vêm televisão, dedicam-se aos estudos, convivem com os amigos, e utilizam as novas tecnologias, sendo tudo isto indicadores de sedentarismo.

Em jeito de conclusão, é interessante concluir que os mesmo jovens que afirmaram não ter tempo para praticar desporto, não vêem menos televisão, não jogam menos tempo com computadores e não estudam mais. A continuação ou não continuação do jovem atleta na pratica desportiva é um fator primordial no desporto dos jovens.

domingo, 20 de abril de 2014

MOTIVOS/RAZÕES/INTERESSES PARA A PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA

Antes de falar dos motivos para a participação desportiva, devem-se definir aquilo que significa motivos ou razões, interesses e motivação.
Segundo Viegas de Abreu, motivos/razões são esboços de relações entre o sujeito e o mundo, interesses são a estruturação cognitiva de motivos e projetos de acção e a motivação tem subjacente a existência de modelos de maior aparato conceptual e instrumental, fundamentados em posições de maior dominancia cognitivista. Segundo o site Priberam, motivo é a causa, a razão ou o meio de determinado fim. Basicamente e de forma simplificada, a motivação é um processo que é dirigido para uma meta, para um determiando objetivo. Dentro da motivação existem dois sub-grupos, a motivação intrínseca, que abrange fatores pessoais e a motivação extrinseca que abrange fatores ambientais. A motivação tem um determinante energético (nível de ativação) e um determinante de direção do comportamento (intenções, interesses, motivos e metas).
Desta forma, pode-se concluir que a motivação refere-se à pergunta 'o que é que eu quero?' enquanto os motivos/razões referem-se a pergunta 'porque é que eu quero?'. Por exemplo, a minha motivação é ser Treinador de Futebol (o que?) e o meu motivo é porque tenho prazer em ser Treinador de Futebol (porque?).

Como contribuição para com os estudos é importante perceber-se como é que nós podemos avaliar as atitudes para a prática desportiva, considerando por exemplo as experiências sociais,  a saúde e a aptidão, a procura pela vertigem e excitação, as questões estéticas, a catarse e o relaxamento ou questões ascéticas de desafio.
De acordo com um estudo partilhado no âmbito da disciplina de Desporto Infanto-Juvenil, os motivos para a prática desportiva são a realização e o estatuto, os objetivos desportivos, o grupo, a excercitação, os interesses da adolescência e a influência social, estando estes ordenados por grau de importância.  Analisando cada um dos motivos podemos definir diversos sub-grupos. Na realização e estatuto pode-se considerar o fato de alguém ser reconhecido e ter prestigio, o ser conhecido, o receber prémios, o ter a sensação de ser importante, o ganhar, o entrar em competição e o pretexto para sair de casa, ou seja, fundamentalmente o sentir-se vivo e o sentir-se importante. Nos objetivos desportivos pode-se considerar aspetos como estar em boa condição física, a manutenção da forma, o atingir um nível desportivo mais elevado, o fazer exercicio, a melhoria das capacidades técnicas e a aprendizagem de novas técnicas, ou seja, motivos específicos da prática desportiva, da sua essência. Relativamente ao grupo, pode-se incidir em fatores como o trabalhar em equipa e o espírito de grupo, ou seja, tudo aquilo que seja de essência cooperativo. Na exercitação pode-se falar da descarga de energias, da libertação da tensão e de ter emoções fortes, ou seja, tem mais em conta a parte emocional do individuo. Por outro lado, nos interesses da adolescência pode-se ter em conta o divertimento, o estar com os amigos, o fazer novas amizades e o viajar. Por ultimo, na influencia social deve-se ter em conta o fato de se ter alguma coisa para fazer, a influencia dos treinadores, o prazer pela utilização das instalações e do material desportivo, o ter acção e a influencia da família ou de outros amigos, ou seja, o papel do eu perante os outros.
De acordo com a minha analise ao estudo, posso concluir que tudo depende do contexto, ou seja, os motivos dependem do contexto. Mas afinal de que contexto é que estou a falar? Posso falar de um contexto dentro de uma determinada modalidade, de um contexto dentro de um determinado escalão, de um contexto dentro de um determinado género ou de um contexto dentro do individuo influente na modalidade (atletas, treinadores, pais). Por isso, aquilo que é para uns pode não ser para outros, porque cada ser é um ser, cada individuo é um individuo e cada um é como cada qual, ou seja, a importância das componentes pode variar.
Depois, dentro de cada contexto a orientação para  o porquê daquilo que se quer atingir, ou seja, os motivos da motivação, variam. Quer isto dizer que a orientação dos chamados sub-grupos variam de contexto para contexto. (por exemplo, em idades mais precoces os atletas valorizam o divertimento, em idades mais velhas os atletas valorizam a competição e a influencia dos treinadores).
A analise da perspetiva dos pais, apela para a ocupação dos jovens no treino enquanto que a análise da perspetiva do treinador apela para o divertimento dos jovens.

ATIVIDADE FISICA/ DESPORTO / EXERCICIO FISICO

Os cientistas do desporto são pessoas especializadas em desporto, desta forma, devem marcar pela diferença, pela diferença na forma de falar, pela diferença na forma de agir e pela diferença na forma de conduzir o Desporto. Tudo tem uma linguagem e o desporto tem uma linguagem própria que distingue aqueles que estudam Ciências do Desporto e aqueles que não estudam. Por isso, os especialistas distinguem atividade física, exercício e desporto. A primeira inclui todos movimentos corporais que implicam dispêndio de energia, enquanto o segundo é algo planeado e estruturado, como uma aula de ginástica ou um treino de jogging. O desporto envolve competição. Por outras palavras, , “Exercício Físico é toda Actividade Física planejada, estruturada e repetitiva que tem por objectivo a melhoria e a manutenção de um ou mais componentes da aptidão física (CASPERSEN et alii, 1985 ). Como exemplo, podemos citar uma caminhada de uma hora sem parar e com ritmo constante”.
O termo“Desporto” pode ser definido como um sistema ordenado de práticas corporais de relativa complexidade que envolve actividades de competição institucionalmente regulamentada, que se fundamenta na superação de competidores ou de marcas e/ou resultados anteriormente estabelecidos pelo próprio desportista (GENERALITAT DE CATALUNYA, 1991 ).

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SISTEMA DESPORTIVO

Mas afinal de contas o que é isto de sistema desportivo? Um sistema desportivo é um conjunto de meios e processos que estão direccionado para um determinado fim que neste caso a finalidade é desportiva. Para podermos desmontar um sistema devemos avaliar a eficácia dos processos, ou seja, se esse sistema está ser rentável ou não.
Ao falarmos de sistema desportivo temos de falar de quatro sub-sistemas sendo eles, as Federações Desportivas, o Comité Olímpico de Portugal, a Confederação do Desporto de Portugal e as Associações de Treinadores. Cada um destes sub-sistemas recebe anualmente um orçamento providenciado pelo Estado anualmente.
De um estudo feito entre 1996-2003, ou seja, 7 anos, foi analisada uma relação entre o desenvolvimento do número de praticantes e o aumento do financiamento público as federações desportivas, permitindo concluir-se que o não existe aumento do financiamento público, havendo sim uma estabilização, que não acompanha o aumento do número de praticantes.

Através da análise de um exemplo real passado em 2005, relativo à Federação Portuguesa de Andebol, podemos observar que houve um aumento do montante de financiamento público existindo uma correlação com o aumento do número de praticantes, existindo uma falta de acompanhamento relativamente ao número de treinadores, juizes, arbitros e clubes.

E afinal de contas quem é que são os nossos treinadores portugueses? São pessoas, que na maioria dos casos, rotulam a profissão de treinador como algo secundário, por uma questão de prioridades ou da escassez dos rendimentos oferecidos. A maioria dos treinadores encontra-se na casa entre os 20 e os 30 anos de idade.

Perante um estudo relativo ao desporto escolar temos os seguintes dados comparativos:

-de acordo com o financiamento às federações em 36.506.577 euros, o valor nominal por praticante passaria a ser de 215 euros/atleta; (O total de praticantes federados registados em 23 federações, até ao escalão de juniores rondava os 185.586 praticantes, em 2003;)
-O desporto escolar proporciona a actividade a 120 mil praticantes com pouco mais de 3 milhões €, resultando num índice de 25.3 €/praticante/ano

Ou seja, torna-se muito mais rentável o desporto escolar relativamente ao desporto federado. No entanto, existe uma diferença significativa no número de praticantes de cerca de 60000 praticantes. Quanto ao valor nominal por praticante as diferenças são ainda mais significativas uma vez que existe uma diferença de 190€ por atleta.

Mas para percebermos o Desporto Escolar devemos analisar as suas vantagens e as suas desvantagens:

[-]
Densidade de competição externa
Formação contínua dos treinadores
Limitações ao planeamento plurianual
[+]
Estrutura logístico-administrativa dos núcleos
Capacidade de corresponder aos interesses dos jovens
Acesso a uma razoável rede de equipamentos desportivos
Protecção aos direitos dos jovens, em particular, na mobilidade

RELATÓRIO DE CONTAS: DAS FEDERAÇÕES AOS CLUBES

-Apoio a FPB rondou os 2400000 euros
-por ano é gasto em Coimbra 59000 euros desse orçamento
-Um clube de formação desportiva não funciona com menos de 35000 euros

FINANCIAMENTO DO PODER LOCAL E AS FINANÇAS DO PODER LOCAL

De acordo com um estudo, existem critérios de apoio ao desporto federado, as diferentes modalidades, sejam elas coletivas ou individuais, direcionadas ao género masculino ou ao género feminino., assim como o nível competitivo em que se encontram inseridos.
Uma Câmara Municipal abarca vários cargos de apoio aos clubes como um subsídio, contratos-programa, apoios ao associativismo, ou seja, despesas que rondam os 450000 euros.

terça-feira, 8 de abril de 2014

E SE VOLTÁSSEMOS AOS FUNDAMENTOS DO FUTEBOL DE RUA?


Portugal tem sabido exportar muitos talentos no futebol, muita coisa está a ser bem feita, mas a reflexão é permanente. No colóquio «Falar de futebol», que decorreu esta segunda-feira em Lisboa por iniciativa de Pedro Barbosa, falou-se muitas horas sobre formação e como maximizar o talento do jogador português. Deixaram-se alertas para o futuro, nomeadamente no que diz respeito ao recrutamento.

Numa sociedade digitalizada, a atenção dos jogadores muitas vezes varia para situações que nada têm a ver com o futebol jogado. A virtualização das situações, como o recurso a consolas de jogos, afasta os jovens dos campos, invertendo a tendência existente no passado, quando havia futebol de rua e os miúdos jogavam muitas vezes em terrenos improvisados.

«Temos de perceber que valores tiramos do futebol de rua. No meu tempo o futebol era numa rua a subir, mas os grandes valores era a competitividade, tinha de ganhar. Éramos muitos na rua e tínhamos de ganhar para o próximo jogo, porque senão ficávamos parados muito tempo. Será que podemos reproduzir essas condições? O contexto permite-nos que os jovens sem dinheiro possam jogar de borla e temos de ter atenção a isso Não nos podemos queixar neste momento. As academias são um meio privilegiado, temos as condições ideais, mas devemos reproduzir o que se fez no passado. Há valores que vão para além das questões ligadas ao jogo, como a solidariedade, trabalhar em equipa, respeito pelo colega, pelo jogo, formar como um homem», abordou João Tralhão, o treinador dos juniores do Benfica.

Lima, o seu congénere do Sporting, concorda e acrescenta: «Quando estava no futebol de rua eu desenvolvia as minhas competências individuais. O facto dos treinadores quererem trabalhar como nas equipas profissionais pode levar um jovem com sete ou oito anos quando chegar aos 15 anos já estar saturado. Tiram liberdade do futebol de rua, por isso deixo o alerta, porque o jogador tem de ter prazer no que faz.»

A este ponto acrescenta-se o facto do futebol nas escolas também ter menos espaço, com o preenchimento dos tempos mortos com atividades extra curriculares, e o próprio recrutamento de atletas estrangeiros para as camadas de formação.

«Geralmente as equipas portuguesas estão sempre nas finais da competições internacionais, mas em termos de seleções começamos a ter alguns problemas pela falta de jogadores portugueses. Nos campeonatos de juniores não há limites, qualquer jogador de qualquer nacionalidade pode representar qualquer clube. Por vezes as equipas têm excesso de jogadores de outras nacionalidades, provoca que para as seleções haja um défice de qualidade. Neste sentido o número de estrangeiros pode ser um problema», alerta Lima.

Tralhão concorda: «Pode ser um problema para as seleções, mas dá-me ideia que o número de estrangeiros tem reduzido, nomeadamente nos grandes. Não tenho nenhum preconceito com os jogadores estrangeiros, mas também queremos trabalhar para um objetivo comum, que é ajudar as seleções. As opções devem recair mais nos nosso jovens, mas temos de de ter paciência com eles e por vezes os clubes não têm essa paciência. Felizmente há muitos casos de sucesso, mas esquecemo-nos do caso de insucesso porque os clubes não têm paciência. Opta-se por descriminar jovem com talento e potencial, em detrimento de um jovem para rendimento, independentemente de ser nacional ou estrangeiro.

Seguindo esta linha de raciocínio, o selecionador dos sub-18, Edgar Borges, defende que seria importante encontrar um modelo uniformizado para a formação no futebol português. «Seria importante definir um projeto de desenvolvimento do futebol português tendo em vista a formação. Se já está bem, podia ser melhor. Existem pontes, existe vontade e um excelente relacionamento, mas falta ligar o projeto de forma mais consistente. Gostava que as pessoas se empenhassem mais num esforço para a formação», frisou, admitindo que também será relevante ter preocupações ao nível da formação de formadores, pois «não há especialização para o treino feminino ou jovem».

O sucesso das equipas B

Uma das formas encontradas para potenciar o jogador português são as equipas B, colocadas com sucesso na II Liga e com impacto evidente nas seleções. Rui Jorge, o selecionador sub-21, agradece a alterações e esclarece que «existe uma diferença no nível competitivo e é claramente uma mais valia para o jogador e para o treinador». «Atualmente o leque de jogadores com competição é muito maior», acrescenta.

Abel, o treinador do Sporting B, está maravilhado com o processo no seu clube e diz que só assim faz sentido. «Vale a pena ter uma equipa B se o clube acreditar no que se faz. Tenho uma relação fantástica com o treinador da equipa principal e é bom ver casos como o de Carlos Mané, em que o jogador passa por todos os processos e chega à equipa principal. Não vale a pena ter equipas campeãs nas camadas jovens se depois não existe ligação. A equipa B do Sporting é um tubo de ensaio, onde dou oportunidades aos jogadores, em relação estreita com o treinador da equipa principal. Fiquei estupefacto com esta abertura», refere, elogiando Leonardo Jardim.

Rui Jorge sublinha que o objetivo das equipas abaixo da principal é sempre conduzir o jogador para o topo. «É evidente que queremos vencer e tudo fazemos para que isso aconteça, mas o nosso objetivo é formar jogadores para a equipa principal. É o grande objetivo de todo o escalão de formação. Muitas vezes temos de abdicar do nosso melhor jogador para passar para um patamar superior, porque é assim que tem de ser para beneficiar o crescimento e a evolução», advoga o treinador.

E quando não há dinheiro

No seguimento desta reflexão era importante ouvir treinadores das equipas principais que apostem em jogadores nacionais. Rui Vitória concorda com a tal ideia da importância de regresso aos fundamentos do futebol de rua e diz que não há outra solução senão apostar nos atletas portugueses.

O treinador do Vitória de Guimarães defende que a competitividade financeira dos clubes «grandes» vai sofrer um «duro golpe» com o fim dos fundos, sendo por isso «urgente» apostar mais na formação de novos futebolistas: «Os fundos vão acabar e os clubes vão ter muitas dificuldades em comprar jogadores com qualidade. Deixam financeiramente de ser competitivos. Por isso, é preciso cada vez mais apostar na formação de jogadores e também na formação de formadores. Só assim os clubes vão ter hipótese de ter jogadores de qualidade».

Para o treinador dos vimaranenses, a crise financeira acabou por «abrir a perspetiva» que a formação será a única forma de sustentabilidade do clube. «Em Portugal, grande parte dos treinadores que trabalham na formação estão danados para passar para o futebol sénior. Lá fora não é bem assim e isso também tem que mudar. Nos jovens também se vê que se perdeu a cultura e a paixão pelo jogo, embora os miúdos sejam mais profissionais e têm mais cuidado, principalmente com o corpo», referiu.

Nesse sentido, o técnico do Vitória de Setúbal, José Couceiro, que esta temporada também foi obrigado a apostar na formação devido a problemas financeiros, lamentou a «pressa» que os jogadores têm em dar o salto para outros clubes, acabando muitas vezes por prejudicar a própria carreira. «O Ruben Vezo saiu muito cedo para o Valência. Fez 10 jogos na equipa principal do Vitória de Setúbal. Corre o risco grande de estar a jogar na equipa B na próxima temporada. Devia ter continuado. O crescimento do jogador faz-se a jogar e não só a treinar. Se não joga, não se desenvolve», considerou Couceiro.

Para o antigo dirigente do Sporting, é preciso com urgência «criar mecanismos para reduzir a diferença para os mais poderosos, não só financeiramente, mas também a nível estrutural». «Como querem formar quando nem relvados temos para trabalhar. Os mais poderosos serão sempre os mais poderosos, mas é preciso dar mais condições aos outros», frisou.

Também Marco Silva, treinador do Estoril-Praia, lamentou a «cratera enorme» que existe a nível orçamental e estrutural entre os clubes, embora tenha considerado que o futebol português está «mais competitivo». «Prova disso é as carreiras que os nossos clubes têm feito nas competições europeias», lembrou.

Os três treinadores mostraram-se ainda a favor do alargamento da Liga a 18 clubes, algo que já devia ter acontecido «há mais tempo». «Em Portugal treina-se muito e joga-se pouco. Às vezes fazemos 10, 12 treinos para preparar apenas um jogo. Felizmente esse cenário deverá mudar com o alargamento», concluiu Rui Vitória.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

MANUEL FORJAZ - LUTA CONTRA O CANCRO

FORUM TREINADOR FUTEBOL / FUTSAL 2014 - MAIA

Com esta mensagem pretendo salientar e citar tudo aquilo que foi dito pelos preletores de relevante, na minha opinião, para a minha formação como indivíduo e profissional. É importante não me esquecer que ouvir apenas não chega, é necessário refletir, é necessário criticar, basicamente pensar e repensar.

1ºDIA: Prelecção Mister Jesualdo Ferreira:

'Jogo coletivo mas constantes decisões individuais, havendo uma coordenação de conhecimentos' ...Que ligações entre atletas diferentes???

'nós transformamos rapidamente uma mentira numa verdade'

'o treinador é cada vez menos autónomo'

'já passamos a fase do 4-4-2 ou do 4-3-3 existem coisas mais importantes'

'deixam de ser o homem que chega e treina, tendo agora que tocar em áreas que não lhe competia'

'Direção do clube, media, jogadores, classe empresarial = influencias externas'

'conhecimento/código da equipa é fundamental, porque é muito difícil o treinador intervir durante o jogo'

'Formação é desde o primeiro dia de treino até ao ultimo dia de treino' ex: Lucho precisava de formação? Precisava! mas de quê? de formação de excelência' =ISTO ESTÁ TÃO CORRETO

'todos os jogadores têm sempre momentos para melhorar'

'ensinares aquilo que sabes para aprenderes melhor' = incutir nos atletas um estado de auto-desenvolvimento

'o jogador atual não tem carreira, a carreira é o amanhã'

'Convidado por um clube? Faz uma análise... para onde vou? tenho competência?'

'Quem começa não tem tanta competencia de quem lá anda a mais tempo'

'A memória é a nossa vida'

'gestão do conhecimento vs oportunidade'

'o depende resolve sempre tudo'

R: O que é a competência? O que é a experiência? são sinónimos?


Preleção Julio Garganta / Leonardo Jardim / Manuel Machado:

'saber fazer, saber estar, saber sentir'

'potenciação do jogador = cultura tática ; compromisso ; preparação individual'

'o treinador é o que segue as suas ideias e não muda'

'o objetivo criar o exercicio = VAN GAAL'!!!!!!!

'treino deve ser especifico, das ideias para o jogo (especificidade)'

'representatividade = as variaveis que eu coloco no exercicío é onde os jogadores se vão focar para tomar decisões'

'Tu tens o teu caminho, eu tenho o meu caminho. Quanto ao caminho mais correto, isso não existe (Nietze)'

'o treinador evoluiu de um especialista para um generalista'

'eu quis mobilar um equipamento e então comprei uma televisão, um sofá, uma cama e de repente o dono quis revender algum material e mudar as coisas do sitio (Treinador-Presidete) - Manuel Machado

'treinador hoje é um supervisor (MM)'

'No SCP (Leonardo Jardim) a primeira fase consiste em avaliar, a segunda fase consiste em perceber o que tinhamos de ter para cumprir objetivos, a terceira fase consiste na potencialização'

'Devemos perceber o que é que é melhor para cada uma das crianças (JG)'

'No SCP não estragam aquilo que os atletas trazem' R: Será que isto está a acontecer no FCP?'

'alfabetização motora e técnica = Futebol de Rua'

'tendo-se bacalhau cozinha-se bacalhau, tendo-se lagosta cozinha-se lagosta, com o lume mais brando ou menos brando' (MM)

O talento era uma moeda = resiliência


Parte Prática

Objetivos: ataque posicional (mais posse) e processo com linhas juntas (trabalho em bloco)

IDEIA: imprimir planos em formato reduzido e colocar argolas

'A equipa que der 7 passes ganha um ponto' R: será que isto é favorável? é motivante? mas como? eu como atleta não estavamotivado, a não ser que estes pontos decidam algo (como por exemplo a minha convocatória). Como é o caso do FCP com sistema de pontuação no treino! Mas não será mais favorável num contexto de alto rendimento? O que é que isso implica? que haja pontuações em todos os exercicios? que todos tenham as mesmas oportunidades? Num sistema de pontuação tem de haver sempre equidade?'

R: Na cabeça dos jogadores: em momento de posse o que é que eu procuro? Quais são as minhas orientações que me permitam ter capacidade de ajustamento aos contextos em detrimento da mecanização/automatização de contextos?

R: Nas equipas modernas (de muita posse) onde está a finalização eficaz e os seus diferentes contextos, ou seja, a variabilidade existente na finalização? Esta fase é de elevada importância uma vez que cumpre com um dos objetivos do jogo, que é marcar golo, e não está a ter a devida importância!!! Mas como resolvo? Estará a haver falta de equilíbrio? O que é que é preciso para finalizar com eficácia?(tecnicamente, psicologicamente, taticamente e fisicamente)

Parte Prática - Futsal 

'enquadramento? que significa para o Nuno?'

'Principios de acção = comportamentos e relações (1x1, 2x2, 3x3, 4x4)

'Momento de pressão: quando a bola sai do pé do atleta e não quando a bola chega ao corredor' = código de leitura

'fechando as linhas de passe ganhas mais um defensor' R: Como passo isto para campo, para  prática? Posso exemplificar com esquemas?

R: de que forma comunicamos as coberturas?

'Quando a complexidade aumenta o cansaço aparece'

R:Ideia: do geral para o especifico e do simples para o mais dificil?' ou seja, não será então melhor começar nas relações maiores??? Uma vez que devemos ir do geral para o especifico, ou seja, nas relações menores podemos trabalhar mais o pormenor

Prelecção da UEFA (Arnaldo)

-Desenvolvimento: o que é?
-Formação profissional ou desportiva e porque não ambas?
-Futebol inclusivo vs exclusivo'


DIA 2 ; Parte Prática - Futsal Nuno Dias

Defesas: individual (pressionante, nao pressionante) 'adotado pelo Mister Paulo Tavares do SC Braga' , zona e mista

'a vantagem está em quem? em quem não tem bola ou em quem tem?

Ativação geral = 5x5 mais uma bolano pé e duas bolas na mão (1 em cada equipa) =TOMADA DE DECISÃO!
Condicionante : jogador com bola na mão não pode finaliza....e porquê? por causa dos jogadores que ficam estáticos na baliza. ; colocar bolana mão de outra cor: significado de que não pode defender
ou seja, neste momento teriamos duas bolas distintas em campo em simultâneo na mão (de cada equipa), uma amarela e uma branca, com funções diferentes,uma que mete a bola a jogar e a outra que não pode defender. R: Será isto transferivel para jogo? Estará contextualizado?

R:Os atletas podem nem perceber o que fazes mas se fores o Nuno Dias eles acreditam no que estão a fazer (por exemplo: Juniores de Futsal do Boavista que realizaram pela primeira vez aqueles exercícios demonstrando incompreensão uma vez que era a primeira vez que estavam a realizar aqueles exercícios).

'Sporting defende de forma individual mas nem sempre é assim'

'Cada sistema defensivo tem as suas carências estratégicas, isto vem nos livros!' R: VER AS DO FUTEBOL!

'Jogadores de Alto Rendimento devem/têm de dominar as defesas todas'

Principios: quando é que fazemos o quê? Estratégia do adversário?

R: Fazer ou saber fazer?

R: Treino : Individual ; Setores ; Global ....equilibrio???como???

Preleção Portugueses no Estrangeiro

´No Médio Oriente olham muito para o Mourinho e para o Manuel José'

'o sucesso leva aos sucesso , ou seja, se um tiver sucesso lá fora, mais portas se abrirão para todos nós'

'quando o pobre diz o mesmo que o rico, o pobre é teimoso e o rico tem personalidade' (JAIME PACHECO)

'quanto mais baixa é a divisão, mais dificil é ser treinador, e eu já passei por lá' (JP)

'nós fizemos ou falamos para fazer-mos melhor pelo Futebol (JP)' - EMAIL

'tão importante quanto o saberé o acreditar' R: isto é tão psicologia, ou seja, eu posso nem saber nada mas se quando estiver a transmitir as minhas ideias, debitar na minha comunicação a minha crença, o meu acreditar, vou conseguir provavelmente que os outros acreditem em mim, acreditem naquilo que eu faço!

R: eu absorvo as pessoas, eu ouço as pessoas, eu sinto as pessoas, eu coloco-me nas pessoas, para perceber as pessoas!!!

R: Como revolucionar o Scouting? Colocar quatro cameras, em quatro angulos, se possivel colocar 5 em que a quinta é de vista panorâmica. A prospeção é feita me papel, porque é que não começa a ser feita em vídeo? Como? Filmagens e cronómetros sincronizados, de forma a facilitar a edição e análise do vídeo, uma vez que o registo temporal coincide com o vídeo. Qual a vantagem= Permitir uma observação imediata!

'Homem árabe a falar: falem com a Federação do Irão, Quatar etc... porque eles precisam de vocês nas academias'

Preleção do Juan Villa Bosh

'é o nosso modelo, é a nossa ideia'

'ideia que cresceu em 25 anos'

'1988 - Johan Cruyff - jogar e disfrutar, queremos recuperar a bola para podermos fazer isso'

Paco Seiro-lo - maestro dos maestros - juntou-se ao Pep Guardiola - ou seja juntara-se os dois melhores

Andoni Zubizarreta (Diretor Desportivo)

Processo de Formação : onde (treino)? , como (conceito)?, quando (etapas)?, o quê (o nosso jogo), quem (jogadores e treinadores)?

Modelo de jogo - estilo de jogo - filosofia de jogo = identidade

'o talento não interessa se não houver treino'

Ficha de jogador: Bioenergética (para viver), Condicional (fisica), Coordenativa(técnica), Cognitiva(tática), Socio-afetiva(relações interpessoais), emotivo-volitiva(emoções-vontade), criativo-expressivo(projeção do eu), mental (onde quero ir,que quero ser).

-7-11 anos (a técnica)
-12-17 anos (o nosso jogo) - c/especificidade

'melhor... é diferente... de optimizar (relações entre todas as estruturas)'

Ficha: queres ser jogador, potenciar(optimizar),melhorar, eliminar(corrigir), podes ser jogador

-contato constante com bola
-capacidades coordenativas (com e sem bola)
-o que queremos treinar e quando?
-como treinamos?
.porque treinamos?

*ocupação racional do espaço:cada um ocupa o espaço a sua maneira, sem perder o seu posicionamento em campo

*mais perspetiva, mais profundidade, mais amplitude = PASSE ATRÁS = mais espaço e tempo

*triângulos: melhores coberturas e ajudas, progressões e apoios em campo

*distancias curtas entre jogadores

'se o nosso melhor amigo é a bola, temos de a proteger, individualmente e coletivamente'

'a melhor defesa : não perdermos a bola, nao perder a posição

'devemos alternar o jogo curto com o jogo largo'

'devida à pressão do adversário(jogo largo)

*importante a mobilidade do jogador sem bola

*criar, ocupar e aproveitar espaços'

objetivos: ajudar a receber a bola , ajudar o colega que tem a bola a decidir, facilitar as acções técnico-táticas em conjunto

com bola: todos jogam e disfrutam
sem bola: toda a equipa corre

'a equipa é a soma do trabalho de cada jogador'

'Feedback: se perco, recupero!'

Interpretação e compreensão do jogo (o nosso maior trabalho)

'aprender a olhar' (7-11 anos) para que haja:

-perceção e gestão do tempo
-perceção do tempo e controlo do ritmo de jogo : aprendendo a jogar antes da bola chegar
-se aprendermos a olhar, aprendemos a decidir (execução)
-execução correta: comunicação entre recetor e passador conceito de: antes, durante e depois
-importante é o que os meus colegas me estão a transmitir ou seja aquilo que querem

R: VER SE A DEFINIÇÃO DE JOGO DESPORTIVO COLETIVO OU FUTEBOL COINCIDEM COM O FATO DE OS MIUDOS SABEREM JOGAR FUTEBOL E DE PRECISAREM APENAS DE ORIENTAÇÕES PARA DIMINUIR A COMPLEXIDADE DE JOGO:
Como vamos comunicar? Por gestos? Por sinais? Verbalmente?quais os codigos de comunicação?

Ciclo:

Antes: preparar para receber
Durante: como me ajusto, ou seja, o que faço
Depois: como faço, ou seja, já é um antes oirque alguém já tem a bola

Perceção-decisão-execução (vai em conta aquilo que penso sobre o processamento de informação do jogador)

Participação individual e coletiva:

'a bola corre mais do que o jogador'


Devemos incidir na melhoria da precisão (qualidade), depois melhorar a rapidez de execução e ritmo da bola, à medida que os jogadores vão crescendo.

'as qualidades individuais ao serviço da equipa'
(ex:Puyol quando era jovem tinha muitas debilidades técnicas e tática)

'não ser egoista!'

'bilateralidade'

'mais importante que a quantidade é a qualidade'

dar continuidade ao jogo...antes, durante e depois?

Rondos: 
-velocidade no jogo combinativo e associativo
-aspetos cognitivo do jogo (com e sem bola)
-pés ativos, posições do corpo, ninguém está parado

Importante na superioridade:
-vantagem atacante
-maior rigor defensivo
-queremos encontrar o momento certo para finalizar

Preparação Física: apenas aos 15 anos

-GR é o primeiro atacante
-formar triangulos
-amplitude e profundidade
-combinação com alternancia curta e longa
-a bola corre mais rapido
-com bola disfrutem
-se perco recupero
-a melhor defesa é sempre não perder a bola
-sem bola toda a equipa corre (eficácia)
-máxima concentração e atitude
-tudo é um processo continuo (com e sem)

'contaram-me e não me esqueci, eu vi e entendi, eu fiz e aprendi' (Confucion -Filosofo Chines)

O que temos de ter?

-Convicção na nossa ideia e modelo criativo
-Atitude constante de aprendizagem e superação
-Mentalidade de ganhadores, mas a saber perder 
-Excelência: procurar a todo o momento o melhor
-Perseverança
-Total confiança nas próprias possibilidades e das equipas
-Máximo de respeito
-Concentração . 'não ver o jogo mas vivê-lo'

Paixão = um maestro tiende a la eternidade...' Joan Maragall







terça-feira, 1 de abril de 2014

JOGADOR EM CONSTANTE FORMAÇÃO

“It’s not the titles that give the coach prestige," he said. "Titles are nice, but at the end of the day it is about the players telling you at one point: ‘coach, you have really improved me, I have learned a lot.’ That makes a coach happy.” 

(GUARDIOLA)

Esta frase do Guardiola vai em conta com a frase que o Professor Jesualdo Ferreira disse no Forum de Treinadores, realizado na Maia, que os jogadores estão constantemente a procura do caminho da excelência, ou seja, os jogadores estão em constante processo de formação, havendo sempre algo para aprender, para melhorar ou para corrigir.

TREINADOR PREPARADO PARA QUÊ?

'Um treinador tem de ter sempre resposta para os jogadores, para as suas dúvidas, para as suas necessidades, devendo estar preparado para isso' (Mourinho)

O estar preparado

'Isto não se trata do jogo, mas sim daquilo que tu fazes antes do jogo, antes do inicio da época'

Processo constante de tentativa e erro

Porque o Futebol é feito de decisões, um treinador deve ter a capacidade de modificar aquilo que está incorrecto e potencializar aquilo que está correto, para que o desempenho de quem quer que seja possa ser melhorado.
Como base do principio deste processo, esta um sub-principio de tentativa e erro. Ou seja, quando mais tu tentares, quanto mais tu erras, mais tu vais aprender, logo quem tem medo de errar, tem medo de aprender.
O objetivo principal é não repetirmos o mesmo erro, porque temos tantos erros para cometer, que não devemos perder mais tempo com erros repetidos.

REFLEXÕES DO MODELO DE JOGO BAYERN DE MUNIQUE VS MANCHESTER UNITED

Jogo da 1 ª mão dos Quarto-de-final da Liga dos Campeões:

Reflexões do modelo de jogo praticado pelo Bayern de Munique:

'a ideia é que se tu atacares com muitos eles mentalmente vão estar pressionados, e vão ter que defender também com muitos, se saírem na transição temos cerca de 3 jogadores no corredor central pronto a intervir sobre a bola ou o portador da bola'

'estas sozinho sem pressão, com espaço? Então lê o jogo! Antecipa as acções, vê onde estão os teus colegas, vê onde estão os teus adversários'

'quantas seguranças tem o jogador da bola no ultimo terço do adversario? 2?3?

'Laterais a subir e os extremos entram dentro? será que passa de um 4-3-3 para um 2-5-3? ou 2-7-1? ou 3-6-1?

'Extremos em posições contrárias ao pé forte? Robben esquerdino e na direita? Deixou-me a pensar que em caso de proteção de bola ele sabe que o defesa apenas pode aparecer do lado de dentro e pouco provavelmente aparecerá do lado de fora pelas suas costas, ou seja, eficazmente a bola estará sempre protegida. Outro aspeto a ter em conta como favorável é o fato de ser mais confortável para o Robben cortar para o meio para que possa rematar com o seu pé mais forte'.

Hoje , no programa de antevisão da Champions League, transmitido na Sporttv, ouvi uma frase dita pelo Mister Alex Fergunson curiosa que devia ser partilhada, na minha opinião, nos cursos de Treinador. Alex Fergunson falou a porpósito da final entre o Bayern e o Manchester United em que o Manchester United esteve a perder por 1-0 tendo ficado em vantagem nos últimos 3 minutos do jogo, já no período de descontos. Foi então, a cerca de 10 minutos do final do jogo que Alex Fergunson lançou os dois avançados Sheringam e Soljkaer, tendo partilhado o porquê da sua decisão: 'SE TU ESTÁS A PERDER POR 1-0 A 15 MINUTOS DO FINAL DO JOGO NÃO TENS PORQUE SER CONSERVADOR, DEVES APOSTAR TUDO AQUILO QUE TENS PORQUE NÃO TENS NADA A PERDER'.