segunda-feira, 21 de abril de 2014

ABANDONO DESPORTIVO

Ao fazer-se um estudo sobre o abandono desportivo deve-se ter em conta no mesmo o número de praticantes, a qualidade dos programas desportivos e os benefícios para a prática desportiva, sendo estes fatores de elevada importância na hora do sim ou não ao abandono. Para evitar o abandono desportivo devem ser definidas estratégias como a captação de novos praticantes, a fidelização dos praticantes já existentes, o aumento da satisfação dos jovens, a melhoria da atuação dos promotores de programas desportivos e a avaliação dos efeitos da prática desportiva.
Segundo um estudo realizado pela FCDEF, com uma amostra entre os 15.5 e os 18.5 anos, 1/3 dos alunos abandonou a prática desportiva organizada.
Quanto aos tipos de abandono desportivo conhecemos três, o voluntário, o de atrito e o relutante. O voluntário parte do desenvolvimento de outros interesses como por exemplo começar a gostar de outras atividades ou começar a dar demasiada importância a namoros colocando de parte o desporto, o de atrito parte do descontentamento como por exemplo o descontentamento com a classificação, material, treinadores, e o relutante parte da interrupção devido a fatores não controlados como uma lesão, mudança de cidade, inexistência de  treinador.
Segundo o estudo, os abandonos voluntários englobam, tudo o que envolva outros interesses, os abandonos de atrito englobam os treinadores, os regulamentos, o stress competitivo, o conflito e as expetativas de auto-eficácia. Finalmente e por ultimo, o abandono relutante que abarca fatores como as lesões, o tempo, o dinheiro e os amigos.
Mas, existem mais dois tipos de abandono desportivo, o verdadeiro e o de transferência. No verdadeiro, o atleta abandona a pratica desportiva, no de transferência opta por outra modalidade.

ESTADOS DE ABANDONO DESPORTIVO

É importante salientar que os ex-atletas embora tenham abandonado a prática se encontram mais motivados em relação à prática desportiva. Os atletas são considerados a abandonar a pratica desportiva por diversas razões, por exemplo, o treinador nunca apostar nele, o treinador ser injusto, o próprio atleta não ser tão bom como gostaria e os estudos consumirem muito tempo. Tudo isto anda em torno da avaliação e da auto-avaliação para com as capacidades do atleta e em torno da gestão do seu tempo. Ou seja, a liderança do programa de treino (métodos de treino), a desadequação das capacidades individuais avaliativas e auto-avaliativas ( o treinador não dava oportunidade para jogar/ o seu trabalho não era reconhecido) à modalidade e a organização do quotidiano (tempo disponível e gasto) são as principais razões ponderadas pelos atletas sobre a continuidade na modalidade.
Curiosamente nos Açores consideram como razão do abandono desportivo o fato de as vitória serem consideradas demasiado importantes

RAZÕES PARA O ABANDONO - PERCEÇÃO DE PAIS E TREINADORES

De acordo com as respostas nos estudos, pode-se concluir que os atletas atribuem a culpa ao treinador, o treinador atribui a culpa ao atleta não questionando a sua actuação e os pais atribuem a culpa a desvios, ou seja, a outros interesses, outros caminhos.

ESTILO DE VIDA APÓS O ABANDONO DA PRÁTICA DESPORTIVA

Nas atividades praticadas dentro de casa os atletas, ex-atletas e aqueles que nunca praticaram tendem a ter uma vida comum aos adolescentes, quer do sexo feminino quer do sexo masculino, dos dias de hoje, que vêm televisão, dedicam-se aos estudos, convivem com os amigos, e utilizam as novas tecnologias, sendo tudo isto indicadores de sedentarismo.

Em jeito de conclusão, é interessante concluir que os mesmo jovens que afirmaram não ter tempo para praticar desporto, não vêem menos televisão, não jogam menos tempo com computadores e não estudam mais. A continuação ou não continuação do jovem atleta na pratica desportiva é um fator primordial no desporto dos jovens.

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