Segundo Viegas de Abreu, motivos/razões são esboços de relações entre o sujeito e o mundo, interesses são a estruturação cognitiva de motivos e projetos de acção e a motivação tem subjacente a existência de modelos de maior aparato conceptual e instrumental, fundamentados em posições de maior dominancia cognitivista. Segundo o site Priberam, motivo é a causa, a razão ou o meio de determinado fim. Basicamente e de forma simplificada, a motivação é um processo que é dirigido para uma meta, para um determiando objetivo. Dentro da motivação existem dois sub-grupos, a motivação intrínseca, que abrange fatores pessoais e a motivação extrinseca que abrange fatores ambientais. A motivação tem um determinante energético (nível de ativação) e um determinante de direção do comportamento (intenções, interesses, motivos e metas).
Desta forma, pode-se concluir que a motivação refere-se à pergunta 'o que é que eu quero?' enquanto os motivos/razões referem-se a pergunta 'porque é que eu quero?'. Por exemplo, a minha motivação é ser Treinador de Futebol (o que?) e o meu motivo é porque tenho prazer em ser Treinador de Futebol (porque?).
Como contribuição para com os estudos é importante perceber-se como é que nós podemos avaliar as atitudes para a prática desportiva, considerando por exemplo as experiências sociais, a saúde e a aptidão, a procura pela vertigem e excitação, as questões estéticas, a catarse e o relaxamento ou questões ascéticas de desafio.
De acordo com um estudo partilhado no âmbito da disciplina de Desporto Infanto-Juvenil, os motivos para a prática desportiva são a realização e o estatuto, os objetivos desportivos, o grupo, a excercitação, os interesses da adolescência e a influência social, estando estes ordenados por grau de importância. Analisando cada um dos motivos podemos definir diversos sub-grupos. Na realização e estatuto pode-se considerar o fato de alguém ser reconhecido e ter prestigio, o ser conhecido, o receber prémios, o ter a sensação de ser importante, o ganhar, o entrar em competição e o pretexto para sair de casa, ou seja, fundamentalmente o sentir-se vivo e o sentir-se importante. Nos objetivos desportivos pode-se considerar aspetos como estar em boa condição física, a manutenção da forma, o atingir um nível desportivo mais elevado, o fazer exercicio, a melhoria das capacidades técnicas e a aprendizagem de novas técnicas, ou seja, motivos específicos da prática desportiva, da sua essência. Relativamente ao grupo, pode-se incidir em fatores como o trabalhar em equipa e o espírito de grupo, ou seja, tudo aquilo que seja de essência cooperativo. Na exercitação pode-se falar da descarga de energias, da libertação da tensão e de ter emoções fortes, ou seja, tem mais em conta a parte emocional do individuo. Por outro lado, nos interesses da adolescência pode-se ter em conta o divertimento, o estar com os amigos, o fazer novas amizades e o viajar. Por ultimo, na influencia social deve-se ter em conta o fato de se ter alguma coisa para fazer, a influencia dos treinadores, o prazer pela utilização das instalações e do material desportivo, o ter acção e a influencia da família ou de outros amigos, ou seja, o papel do eu perante os outros.
De acordo com a minha analise ao estudo, posso concluir que tudo depende do contexto, ou seja, os motivos dependem do contexto. Mas afinal de que contexto é que estou a falar? Posso falar de um contexto dentro de uma determinada modalidade, de um contexto dentro de um determinado escalão, de um contexto dentro de um determinado género ou de um contexto dentro do individuo influente na modalidade (atletas, treinadores, pais). Por isso, aquilo que é para uns pode não ser para outros, porque cada ser é um ser, cada individuo é um individuo e cada um é como cada qual, ou seja, a importância das componentes pode variar.
Depois, dentro de cada contexto a orientação para o porquê daquilo que se quer atingir, ou seja, os motivos da motivação, variam. Quer isto dizer que a orientação dos chamados sub-grupos variam de contexto para contexto. (por exemplo, em idades mais precoces os atletas valorizam o divertimento, em idades mais velhas os atletas valorizam a competição e a influencia dos treinadores).
A analise da perspetiva dos pais, apela para a ocupação dos jovens no treino enquanto que a análise da perspetiva do treinador apela para o divertimento dos jovens.
ATIVIDADE FISICA/ DESPORTO / EXERCICIO FISICO
Os cientistas do desporto são pessoas especializadas em desporto, desta forma, devem marcar pela diferença, pela diferença na forma de falar, pela diferença na forma de agir e pela diferença na forma de conduzir o Desporto. Tudo tem uma linguagem e o desporto tem uma linguagem própria que distingue aqueles que estudam Ciências do Desporto e aqueles que não estudam. Por isso, os especialistas distinguem atividade física, exercício e desporto. A primeira inclui todos movimentos corporais que implicam dispêndio de energia, enquanto o segundo é algo planeado e estruturado, como uma aula de ginástica ou um treino de jogging. O desporto envolve competição. Por outras palavras, , “Exercício Físico é toda Actividade Física planejada, estruturada e repetitiva que tem por objectivo a melhoria e a manutenção de um ou mais componentes da aptidão física (CASPERSEN et alii, 1985 ). Como exemplo, podemos citar uma caminhada de uma hora sem parar e com ritmo constante”.
O termo“Desporto” pode ser definido como um sistema ordenado de práticas corporais de relativa complexidade que envolve actividades de competição institucionalmente regulamentada, que se fundamenta na superação de competidores ou de marcas e/ou resultados anteriormente estabelecidos pelo próprio desportista (GENERALITAT DE CATALUNYA, 1991 ).
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